15 anos do Nave

Conheça a história feita de muitas histórias

Uma escola. Um laboratório experimental de práticas educacionais inovadoras e humanas. Um programa que sistematiza e compartilha experiências com toda a rede de ensino.

A história

Conheça os principais marcos da história do NAVE (Núcleo Avançado em Educação) e entenda os três grandes momentos dessa trajetória que impacta educadores, jovens e o sistema educacional.

2006–2008

Experimentar

2009 - 2017

Consolidar

2017 - 2021

Disseminar

Veja a história de quem fez parte dos 15 anos do Nave

Educadores

Daniela

Richardson

Gilberto

Jovens

Vinicius

Arthur

Sayonara

Especialista

Silvio

O IMPACTO

Educadores em formação constante, experimentando novas formas de ensinar. Estudantes sempre estimulados a fazer o melhor, com o melhor que eles tenham. Saiba mais sobre a trajetória de sucesso do NAVE e por que o programa inspira a educação brasileira

Vinícius passou na primeira chamada do concorrido curso de Publicidade. Sayonara conseguiu o primeiro estágio antes mesmo de entrar na faculdade de Design. Arthur decidiu cursar Direito para atuar em causas sociais. Richardson retornou para lecionar na escola em que estudou. Daniela arruma as malas para o doutorado no Canadá. E Gilberto encontrou no tempo livre a inspiração para ministrar aulas mais criativas.

Todas as histórias acima têm um cenário em comum: o Núcleo Avançado em Educação (NAVE), programa de educação do Oi Futuro em parceria com as Secretarias Estaduais de Educação de Pernambuco e do Rio de Janeiro, que impactou fortemente a trajetória dessas seis pessoas – como você poderá conferir nos stories desta página – e de outras milhares ao longo de seus 15 anos de atuação, comemorados em 2021.

A Escola Técnica Estadual Cícero Dias (Recife-PE) e o Colégio Estadual José Leite Lopes (Rio de Janeiro-RJ) foram criados para compor o NAVE. Ambos operam na modalidade integrada de ensino médio à educação profissional e tecnológica, para apoiar a construção do projeto de vida de cada aluno, tendo como base a educação integral. O modelo inédito de parceria público-privada permitiu que o programa se consolidasse como um laboratório de experimentação pedagógica e um hub de inovação educativa, no qual os professores criam e implementam metodologias que articulam teoria e prática para oferecer aos estudantes experiências voltadas à sua formação humana – preparando-os, inclusive, para o mercado de trabalho.

Com concepção pedagógica de Antonio Carlos Gomes da Costa (1949-2011), criador do conceito “Pedagogia da Presença”, o currículo é baseado na educação interdimensional, com seus quatro pilares estruturados pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura): aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. É o que o NAVE busca proporcionar aos seus estudantes.

Como aprendemos

No NAVE, o aprender anda de mãos dadas com o inventar e o ensinar caminha junto com a produção de conhecimentos

-Sara Crosman, presidente do Oi Futuro

Por meio da integração curricular com o ensino profissional, os jovens aprendem sobre programação de jogos, design, robótica, aplicativos, curtas em vídeo e animação, reunindo-se em equipes multidisciplinares para desenvolver projetos.

“Dizer que as escolas são laboratórios de experimentações pedagógicas significa que buscamos continuamente desenvolver metodologias que ampliem o engajamento dos jovens com a aprendizagem e que incentivamos os educadores – de nossas escolas e de toda a rede pública – a refletir sobre sua prática, sempre buscando o diálogo com a cultura do nosso tempo e com as linguagens contemporâneas”, destaca Sara.

Gestora do NAVE Recife, Aldineide de Queiroz reforça que o modelo da escola requer atualização constante. “Avaliamos com frequência se a metodologia que utilizamos está sendo interessante para o nosso aluno, se está provocando uma aprendizagem significativa, viva, disruptiva. Só quando a escola se torna um lugar atrativo, acontece a aprendizagem. Nós nos orgulhamos em dizer que não há evasão aqui.”

A participação de alunos, professores, funcionários e famílias, segundo a gestora da escola do Recife, é uma das características mais marcantes do NAVE. “Trabalhamos sempre com o nosso maior valor, que é o respeito. Todos os segmentos têm suas representações para participar, dialogar, dizer o que está bom e o que precisa melhorar”, explica Aldineide. Pais e responsáveis são parte fundamental dessa construção coletiva. “Tentamos ouvir toda a comunidade escolar. Para o crescimento de uma escola, todos devem participar”, assegura Silvana Almeida, gestora do NAVE Rio.

Parceria público-privada

De acordo com Sara Crosman, os 15 anos de história do programa mostram como a iniciativa privada pode contribuir com o poder público e trabalhar de forma coordenada na construção de modelos educacionais. No dia a dia escolar, o comprometimento do Oi Futuro com o NAVE garante novas práticas de gestão e aprendizagem dos professores, conta Silvana Almeida. “Lidamos com o público e o privado, esferas diferentes, que lutam em prol de uma educação de qualidade. O Oi Futuro está sempre disposto a nos apoiar com cursos de formação continuada”, diz.

Aldineide complementa a opinião de Silvana. “Se cada empresa pudesse apoiar uma, duas, três escolas, o Brasil seria outro. O investimento do Oi Futuro é muito grande, sempre contribuindo com os debates, trazendo especialistas que nos tiram da zona de conforto e propõem temáticas atuais, compartilhadas com os estudantes”, diz. Para a gestora, a escola, acima de tudo, tem de ser um lugar atual, de sentido, aberto à comunidade, que desperte o interesse do jovem em estar ali o dia todo, por três anos seguidos.

“Secretários de Educação do Brasil inteiro vêm entender como trabalhamos. O foco na educação interdimensional mostra que o nosso estudante não representa uma nota. Nós nos preocupamos com ele como um todo, para que faça o melhor sempre, com o melhor que ele tenha”, ressalta.

No NAVE, o professor também é aprendiz e pesquisador e tem à disposição um processo de formação contínuo, com foco na integração das tecnologias digitais às suas estratégias, nas metodologias ativas e nas questões humanas e cidadãs, entre outras temáticas. Mais: as práticas educacionais criadas pelos professores são constantemente sistematizadas, publicadas e disseminadas – e o programa extrapola os muros da escola ao oferecer materiais de apoio e formações para os docentes de toda a rede pública de ensino do país.

Impactos e compromissos

A fim de ampliar o impacto do programa (premiado e reconhecido nacional e internacionalmente), o NAVE também atua como impulsionador de políticas públicas relacionadas ao ensino médio. Entre as principais ações nesse sentido, Sara Crosman destaca a participação na Frente Currículo e o Novo Ensino Médio, coalização liderada pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) em parceria com outras fundações e institutos, que busca apoiar as redes estaduais de ensino na implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Novo Ensino Médio.

Além disso, escolas se inspiram e já atuam com base na metodologia NAVE. De acordo com Silvio Meira, professor emérito da Universidade Federal de Pernambuco e fundador do CESAR School (que concebeu a proposta pedagógica dos cursos técnicos), dois bons exemplos estão em Pernambuco: a Escola Técnica Estadual Ministro Fernando Lyra, em Caruaru, e a Escola Técnica Porto Digital, localizada no maior parque tecnológico do país, no Recife.

Outro compromisso do Oi Futuro, a inserção profissional dos estudantes do NAVE está presente em uma série de iniciativas. A principal delas é o Geração NAVE, programa de talentos da Oi voltado exclusivamente para os egressos das duas escolas – desde 2017, a empresa contratou 33 recém-formados como residentes digitais para serem alocados em áreas estratégicas da companhia.

Da escola ao mercado de trabalho, estimulamos uma nova geração de jovens transformadores preparada para liderar o mundo com criatividade, inteligência, inovação e empatia, que farão a diferença no futuro da Oi e do país como um todo

... finaliza Sara Crosman.